sexta-feira, 15 de agosto de 2008


* Sobre o "amor-perfeito" *

Seria facílimo escrever um texto sobre teus delicados atributos dois dias depois de completarmos um ano e dez meses juntos, mas nós dois sabemos bem que isso seria muito simples mesmo.
Complicado mesmo é demonstrar amor.
É ser cúmplice, dar força quando tudo anda voraz de desamor.
Quando ela chora porque algo saiu errado, oscilando como um pêndulo de um lado para o outro, esbravejando pela casa e eu chegar, não perguntar o que está errado (ninguém gosta de ser questionado sobre isso), dar um abraço e combinar para amanhã um expresso com pão-de-queijo naquele primeiro lugar quando os seus pares de olhos reconheceram o grande amor. E de repente ela te entregará um sorriso. Ou achará tua atitude sensível e tu que definitivamente não é o moço mais gentil (nem da rua) ganhará esse título e dali em diante terá que honrá-lo.
Não que eu esteja sendo pretensioso em dizer que sei amar. Não, senhores, isso não se aprende.
É como mascar chiclete de hortelã, não há como vez ou outra morder a língua e sentir um gostinho de sangue mentolado em tua boca.
Então, pra vocês que querem saber a fórmula.
A verdade, a bem verdade é que não há nenhuma mágica, segredo ou receita.
Sobre amar não há manuais, teses de mestrado. Não há pós-graduação nisso.
E há outro pormenor que deve ser observado. Não há segunda chance para o grande amor. Às vezes temos a sorte de encontrarmos a pessoa de nossa vida nessa vida mesmo. E bem, se isso te acontecer, agarre essa chance.
É mais fácil ganhar na loteria que encontrar o verdadeiro amor.
(Ou a amora. Ao vosso gosto.)
Quando a encontrei foi como a abóboda celeste se curvasse até mim entregando sua estrela mais resplandecente.
O primeiro passo foi dado.
Quando eu percebi o quanto ela era bonita, descolada, que cantava como o passarinho de peito amarelo que mora numa das árvores da Redenção.
Quando vi sua responsabilidade, seus medos, seu jeito de sempre manter organizado o armário e de tentar frustradamente arrumar o meu, eu me apaixonei. Me apaixono até pela maneira como fala que usa um óculos que tem grau de descanso no olho direito e 1.75 no olho esquerdo, e que anda com uma dor na cabeça de forçar os faróis verdes o dia todo no trabalho.
Gosto também quando ela diz que preciso ir num médico. Basta uma alergia no dedo mínimo do pé e ela diz: "Tu não procuras nunca um médico, olha lá hein? Não direi mais". E na outra semana quando eu me queixo de uma dorzinha nas costas começa quando toda a explanação sobre hospitais, consultas e homens de branco novamente.
Adoro o fato de ela sempre me achar bonito. Mesmo quando acordo com o cabelo todo bagunçado, a sobrancelha revirada.
Gosto quando ela diz que me ama a cada meia hora também me deixa dopado de felicidade.
Reconheci a verdadeira beleza da vida quando soltei das ataduras do mundo e segurei as tuas mãos.

PS: (e eu sei que quando tudo me faltar, ainda te terei ao meu lado pra me ajudar a levantar).

4 comentários:

g. disse...

meu deus! que lindo!

Estefanie Fernandes Simões disse...

Ai, quero o meu amor pra vida toda, ou todas as vidas *__*

Teu amor disse...

E eu sempre, sempre estarei contigo, em todos os momentos da tua vida. Sempre me terás como um ombro amigo, como um coração amante. Porque quando a gente encontra a pessoa mais legal e lindo do mundo, a gente deve sim interpretar isso como um sinal e NUNCA MAIS deixar essa pessoa ir embora, e foi isso que eu fiz e farei por todo o resto de vida que nõs teremos, e nas outras que virão. TE AMO!

Carla P.S. disse...

Adoro pessoas apaixonadas..Parece um bolo de chocolate com muuuito leite condensado e chocolate (e sem comentário de gente dizendo "Ai, tá muito doce"). Lindo! Vou adicionar teu blog, ok? Dá uma passadinha no meu se quiser, tem leitura boa ao meu ver.
Beijos.