terça-feira, 23 de junho de 2009


* Sobre a consulta médica e outras histórias de amor *


Era pra ela ser atendida às 10:30 em ponto.
Eu disse: era.
Uma das verdades que sabemos é que médicos são impontuais, não é mesmo?
Como um gentil rapaz me ofereci para acompanhá-la na consulta.
Chegamos ao consultório às 10:10, esperançosos de ter a grande sorte dela ser acolhida um pouco antes do horário combinado.
Teríamos um almoço mais comprido e poderíamos falar sobre todas as coisas com que sonhamos.
No entanto não deu.
O tal doutor se atrasou e ficamos os dois a folhear revistas num consultório com janelas gigantescas que deixavam passar toda aquela frialdade (que existe e é mistura de frio com maldade) que uma Porto Alegre poderia produzir numa terça-feira chuvosa.
Foi então que as pontas dos dedos dela pousaram sobre as pontas dos dedos meus por baixo das páginas, em segredo.
E a minha mão até então gélida se aqueceu com o amor todo confeccionado pelas mãos dela.
Foi sem pensar que disse a seguinte frase:
- Casa comigo?
Ela fez brilhar os dois olhos baralhados das cores azul e amarela.
Com aquele fitar esverdeado me disse "sim".
E ninguém, senhores, poderá dizer que já ouviu conversa mais bonita que essa no mundo.

PS: Passar de segunda a segunda casando contigo... esse é o meu mais doce devaneio.

3 comentários:

Joanne disse...

doces palavras
fico imaginando tudinhooo..rs

Estefanie Fernandes disse...

É bom quando acontece no trem também.

Beijos!

Sara disse...

Lindo... :)