quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Da série postagens antigas - parte XXXIX - textos dos dias 03 e 15/03/2007.

* Vermelho *

Porque antes eu tinha uma alma mansa, um sorriso pouco, uma esperança diminuta, uns olhos opacos.
E então tu apareceste com todas tuas mil cores, teus gestos bonitos, tua paz, teus beijos enlouquecidos, teus lábios ansiosos, teu corpo em brasa, tua delicadeza, tuas delícias, tua forma de amar.
E o meu planeta passou a ter umas pinceladas vermelhas e começou a se chamar "Amor".


* Sobre a busca que acabou *

Te procurei por entre as flores do jasmineiro que me alegravam em dias bons e nos dias ruins deixavam até meu pai enjoado com tanto cheiro adocicado.
Te procurei nas mais altas montanhas, depois de andar as maiores distâncias, quase morri em vários desfiladeiros tentando te achar.
Te procurei quando havia sede por horas bonitas e fome por esse amor intenso.
Te procurei em sorrisos de "Vou bem, obrigada".
Te procurei nos abraços apertados.
Dentro da página que estava com o marcador destacando: "...Desde aquela tarde quase quente de setembro, quando nos estendemos nus sobre a areia clara das margens da sanga de Caranguatatá, um dia perto do teu aniversário, o céu azul feito alguém tivesse pintado ele, essas ventanias de primavera secando rápido nossos cabelos molhados, enquanto uma borboletinha amarela esvoaçava entre nós para escapar depressa no momento exato que, ali do meu lado, você se debruçou na areia para olhar bem fundo dentro dos meus olhos...".
Te procurei na poesia do Caio (tal qual o nome do nosso futuro filho).
Nas canções que embalam nossas vidas.
Te procurei até na fila de pão no supermercado.
Nos cafés todos, querida.
Te procurei com cachecol em noites em que a boca treme sozinha, desamparada (como quem precisasse de um beijo para voltar a esquentar).
Nas entrelinhas das letras do Fito Paez.
Te procurei nos sonhos de criança.
Na roda-gigante do parque de diversões.
Perto da cama ainda quente de nossos dois corpos.
Te procurei no tronco da árvore em que nossos nomes estariam para sempre tatuados: tu e eu.
E ainda assim não te achei.
Foi então que olhei para dentro de mim...e aqui te encontrei.

7 comentários:

Luana Pagung disse...

Adoro esse "Vermelho" rs.
Gosto muito do seu blog, leio a tempos...
Está nos meus favoritos... dá uma olhada no meu, se gostar, segue tbm...
Beijo =*

Susana disse...

Oi Natália!!!

Saudades!!
Já estava a sufocar com falta de textos rsss

Beijinhos,
Susy

Roberta disse...

Oi, Natália!
Descobri o seu blog totalmente por acaso no orkut, do qual participo há pouco tempo. Visitei uma comunidade sobre o filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" e nas comunidades afins cliquei em uma cujo título era uma linda frase sua. Sabe como é, uma comunidade puxa outra, fiquei curiosa quanto à autora q eu não conhecia e vim parar aqui! Ainda bem! Não paro de ler os seus textos! Obrigada por me proporcionar momentos tão agradáveis na crença de q o amor pode ser realmente muito bonito.
Roberta

Rafael disse...

Oi Natália descobri vcs e seus atributos ( blog e comunidades ) hj exatamente...

Queria lhe parabenizar e dizer que vc escreve perfeitamente bem.

Não dá para parar de ler. Portanto seria um sacrilegio você parar de escrever! Não pare!

Anônimo disse...

Olá, há tempos visito o seu blog... muito bons os textos... Encontrei um genérico: http://nosieles.blogspot.com/2009_02_01_archive.html

OBS.: É plágio ou não...rs?

Suzi disse...

Natália... tô morrendo de saudade dos seus textos... não some.

bjo

suzi américo

Susana disse...

olá Natália!!!

Volta depresa!! Saudades das tuas postagens..

beijinhos,
Susy